
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
O outro lado da moeda

Dupla da Renault confirmada para 2009

Na Renault em 2008, Nelsinho, mesmo com muito talento, não teria como bater de frente com Alonso. O espanhol, na volta à equipe, exigiu tratamento diferenciado para evitar surpresas como Hamilton em 2008 na McLaren.
Surge um Ídolo

quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Vilão inocente

Sem teorias da conspiração. É dificílimo de guiar na chuva com pneus para seco. Eu já experimentei isso no kart e sei como é complicado. O tempo de volta de Glock é totalmente aceitável nas condições que estava.
Trulli, seu companheiro de equipe também adotou a mesma estratégia e obteve os mesmos resultados.
Algumas informações retiradas do blog do Flávio Gomes:
As três últimas voltas de Trulli: 1min22s428, 1min33s539, 1min44s800.
As três últimas de Timo: 1min18s688, 1min28s041, 1min44s731.
As três últimas de Vettel: 1min23s318, 1min25s221, 1min25s984.
As três últimas de Hamilton: 1min24s612, 1min25s567, 1min26s126.
Não, Glock não foi o responsável por Hamilton ser campeão. Ele quase foi responsável pelo contrário! Somando os tempos das seis últimas voltas de Massa (511s140), Hamilton(521,445), Vettel (520s013) e Glock (507s165) chega-se a conclusão que o piloto da Toyota ganhou tempo com a estratégia de não parar. Se Glock (ou a Toyota) quisesse entregar o título para o inglês, bastaria ter parado nos boxes para trocar os pneus e pronto. Infelizmente para os brasileiros, a estratégia de Glock não foi suficiente para ele ficar à frente do inglês. Se a chuva tivesse apertado segundos depois...
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Para os que ficaram na dúvida se Kubica, que tirou uma volta de Vettel e Hamilton à duas voltas do fim, estava de pneus para chuva, segue o relatório da Bridgestone sobre os pneus usados em Interlagos. Kubica estava de pneus para seco e se aproveitou da briga dos dois para ultrapassá-los.
Segue abaixo o gráfico das parciais de todos os pilotos na última volta. Vejam que Glock e Trulli, os únicos na pista com pneus para pista seca, perderam muito tempo no segundo setor (o miolo), onde é mais difícil de andar no molhada.
Mesmo com todas as evidências, Massa foi tirar satisfação com Glock, veja no vídeo abaixo:
Vale a pena ver de novo!
Independentemente do resultado, é apontado por muitos especialistas, como a mais emocionante decisão de todos os tempos da categoria!
domingo, 2 de novembro de 2008
O Gosto Amargo da Vitória
Nunca um champanhe no alto de um pódio de Fórmula 1 desceu tão amargo quanto o tomado por Felipe Massa nesse domingo, dia 2 de novembro. Mesmo não sendo campeão, o champanhe não teria esse gosto caso a corrida transcorresse normalmente sem aquele final espetacular. Mas o misto de sensações experimentados pelos milhões de brasileiros naquelas últimas voltas também foi sentido por Felipe: ele estava ciente das trocas de posições de Hamilton.
Faltando poucas voltas para acabar a prova a sensação era de Conformismo com a quarta colocação do inglês. Em seguida veio a chuva e junto com ela a Esperança de que algo improvável poderia acontecer. Os pilotos do pelotão da frente pararam nos boxes para colocar pneus de chuva, exceto Trulli e Glock que continuaram com os de pista seca. Com isso o alemão da Toyota colocou-se a frente de Hamilton que nessa hora era o quinto e ainda estava pressionado por Vettel. Aí veio a ultrapassagem de piloto da Toro Rosso e a Euforia! Sim, o improvável estava acontecendo! Massa estava fazendo história, era um momento épico, o brasileiro estava sendo campeão na frente de uma multidão em delírio nas arquibancadas! E ele cruzou a linha de chegada como campeão! Mas foi aí que veio a Decepção. Glock, que estava 19s a frente do quinto lugar, mal conseguia se manter na pista molhada com a chuva que aumentava e foi superado por Vettel e Hamilton. O inglês chegou em quinto e calou Interlagos.
Um desfecho amargo para os brasileiros, mas espetacular para o automobilismo, fechando gloriosamente um dos mais emocionantes campeonatos de Fórmula 1 dos últimos muitos e muitos anos!

